Gláuks - Revista de Letras e Artes https://www.revistaglauks.ufv.br/Glauks <p>A <em>Gláuks - Revista de Letras e Artes</em> (ISSN 2318-7131) é uma publicação quadrimestral do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal de Viçosa (UFV). Publica artigos inéditos em português, francês, inglês e espanhol, além de resenhas, ensaios, entrevistas e traduções.</p> <p>A Gláuks está aberta à comunidade acadêmica, preferencialmente a alunos/alunas e professores/professoras de programas de pós-graduação no país e no exterior. Destina-se à publicação de trabalhos que possam contribuir para a formação e o desenvolvimento científico, além da atualização do conhecimento nas áreas específicas de Linguística, Literatura e Artes. </p> <p>Indexadores:</p> <p>Latindex, DOAJ, PKP, Google Acadêmico, WebQualis, WorldCat, EZB</p> <p> </p> pt-BR glauks@ufv.br (Marciana Ap. Hilario Pena Gonçalves) glauks@ufv.br (Marciana Ap. Hilario Pena Gonçalves) Tue, 04 Aug 2026 00:00:00 -0300 OJS 3.3.0.13 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 A linguagem como prática social https://www.revistaglauks.ufv.br/Glauks/article/view/597 <p><span style="font-weight: 400;">Este trabalho tem como objetivo analisar a relação entre linguagem, identidade e inclusão no contexto educacional, compreendendo a linguagem como prática social que influencia a construção identitária e os processos de inclusão e/ou exclusão no ambiente escolar. A pesquisa é de natureza qualitativa, de caráter bibliográfico, a partir de uma abordagem interdisciplinar, fundamentada em autores da sociolinguística, como William Labov (2008) e Marcos Bagno (2007); dos estudos discursivos, Mikhail Bakhtin (2000), Michel Foucault (1996) e Norman Fairclough (2001); e das teorias críticas da educação, Paulo Freire (1996) e Pierre Bourdieu (1998), articulando diferentes perspectivas teóricas para a compreensão da temática em estudo. Analisa-se como o uso da linguagem pode tanto reforçar desigualdades quanto promover reconhecimento e pertencimento, uma vez que a valorização da norma-padrão pode contribuir para a marginalização de sujeitos, enquanto práticas pedagógicas inclusivas favorecem o reconhecimento da diversidade linguística e cultural. O estudo organiza-se em três eixos: linguagem como prática social, construção da identidade e processos de inclusão. Conclui-se que a linguagem não apenas reflete identidades, mas também as produz, sendo fundamental nos processos de pertencimento social. Ademais, a promoção da inclusão depende do reconhecimento e a valorização das diferentes formas de expressão linguística, sendo fundamental a adoção de práticas pedagógicas dialógicas e críticas voltadas à valorização da multiculturalidade.</span></p> Marciana Aparecida Hilario Pena Gonçalves Copyright (c) 2026 Gláuks - Revista de Letras e Artes http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www.revistaglauks.ufv.br/Glauks/article/view/597 Tue, 04 Aug 2026 00:00:00 -0300 Padrões lexicais e discursivos em textos gerados por inteligência artificial https://www.revistaglauks.ufv.br/Glauks/article/view/592 <p class="western" align="justify"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">Este artigo discute criticamente padrões lexicais e discursivos documentados em textos produzidos ou mediados por grandes modelos de linguagem. A expressão </span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"><em>léxico algorítmico</em></span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"> é empregada, de modo operacional, como sinônimo de padrões lexicais em textos gerados por inteligência artificial, e não como designação de um repertório único, estável ou inerente a todos os sistemas. Trata-se de um estudo teórico-interpretativo, de abordagem qualitativa, baseado em revisão crítica da literatura e análise secundária de pesquisas empíricas com procedimentos explicitados. A comparação organiza-se em três eixos: recorrência e diversidade lexical; construção discursiva de autoridade; reprodução de vieses sociais. Os estudos examinados mostram que escolhas lexicais variam conforme modelo, versão, comando, parâmetros de geração, idioma, gênero textual e contexto de uso. Por isso, palavras ou fórmulas recorrentes constituem tendências situadas, não marcas universais de autoria algorítmica. A análise indica ainda que a fluência pode encobrir incerteza factual e que regularidades distribucionais podem reiterar assimetrias sociais presentes nos dados e nas práticas de avaliação. Por fim, propõe-se compreender a autoria em interações humano-máquina como processo distribuído, sem transferir ao sistema a responsabilidade epistêmica e ética pelo texto publicado.</span></span></p> Isabella Tavares Sozza Moraes, Maria Cecilia Casini Copyright (c) 2026 Gláuks - Revista de Letras e Artes http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www.revistaglauks.ufv.br/Glauks/article/view/592 Tue, 04 Aug 2026 00:00:00 -0300