Nuances do corpo afetivo feminino, em Águas da Cabaça, de Elizandra Souza.
DOI:
https://doi.org/10.47677/gluks.v25i03.551Palavras-chave:
Palabras clave: Elizandra Souza; escrevivência; cuerpo femenino negro; literatura marginal; ancestralidad.Resumo
Este artigo propõe uma análise da obra Águas da Cabaça (2012), da escritora Elizandra Souza, a partir do conceito de escrevivência, proposto por Conceição Evaristo, evidenciando as nuances do corpo afetivo feminino negro. A escrita de Elizandra emerge da literatura marginal/periférica, mas se inscreve também na tradição da literatura negra feminina, incorporando elementos de memória, ancestralidade e denúncia da violência contra a mulher. A análise parte da compreensão do corpo como espaço de resistência, afetividade e subjetividade, especialmente no contexto de mulheres negras e periféricas. Poemas como “Em legítima defesa”, “Tecendo memórias” e “Abelha Mandaçaia” revelam uma poética marcada por traumas, afetos, solidão, pertencimento e identidade. A autora constrói uma lírica que mescla crítica social e delicadeza estética, dialogando com referências culturais afro-brasileiras, com destaque para a oralidade e o ritmo do rap. Assim, Águas da Cabaça se apresenta como uma obra de potência política e sensível, que contribui para o fortalecimento da voz feminina negra na literatura contemporânea.
Palavras-chave: Elizandra Souza; escrevivência; corpo feminino negro; literatura marginal; ancestralidade.
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