GlŠuks
ISSN
Impressa:1415-9015 - Online:2318-7131
EdiÁ„o atual: Vol.16 N.1 - JAN/JUN 2016

Apresentação da Gláuks 16/01

MANUTENÇÃO


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Pedimos desculpas pelos transtornos!

 

 

 

 

 

 

 

Gêneros se constituem como o ponto central da nossa produção de sentido. Não só nos comunicamos, mas conseguimos atender às nossas necessidades sociais, culturais, históricas e materiais por meio deles. Assim, para nos comunicarmos, e nos fazer entender, precisamos incialmente saber em que tipo de situação comunicativa nos encontramos, quem são nossos parceiros desta interlocução, quais são os nossos propósitos comunicativos, ou seja, de que forma falaremos o que queremos e com quais propósitos.

É importante que compreendamos o funcionamento dos gêneros, porque, ao fazermos isso, estamos entendendo as nossas práticas sociais, nossa cultura, nossa participação inclusiva como sujeitos na vida social. Não é exagero pensarmos que estamos vivendo (ou testemunhando) uma virada genérica. Isto não quer dizer que o trabalho e o estudo a partir dos gêneros tiveram início apenas neste século. Não é isso. Michael Bakhtin – filósofo russo – já chamava atenção para a importância do estudo dos gêneros para uma compreensão melhor da nossa vida em sociedade. O que há hoje é uma percepção de que o ensino de gêneros na sala de aula (em todos os níveis e em todas as áreas de conhecimento) poderia ajudar os aprendizes a compreenderem a escrita (a produção de texto) como uma forma de ação e interação situada, uma conscientização crítica do uso das formas genéricas como resposta às várias demandas sócio históricas, acadêmicas e profissionais. Resposta às tarefas do letramento.

O propósito deste dossiê “Gêneros textuais/discursivos e Ensino” é promover discussões sobre como funcionam os gêneros, por meio de um ensino explícito, prático. Dirige-se, principalmente a docentes de línguas. Os trabalhos deste dossiê possibilitam um maior acesso às opções de ações e interações sociais, um maior empoderamento, para atuarem eficazmente em contextos pretendidos, por meio do processo “aprender fazendo”, por meio é claro dos gêneros textuais/discursivos.

A questão sobre o que significa aprender o funcionamento dos gêneros em geral, e mais especificamente os gêneros produzidos nos contextos acadêmico e escolar, tem sido central principalmente para nós, professores que trabalham com o ensino de línguas. Nas escolas, prevalece o ensino de gêneros narrativos no ensino fundamental, dos gêneros da literatura e da “redação dissertativa” no ensino médio. Quanto ao contexto acadêmico, prevalece o ensino de gêneros como resumo, resenha, projetos de pesquisa, fichamentos e relatórios.

Se estamos preocupados em levar os nossos alunos a responderem, por meio da escrita, às necessidades de comunicação e às tarefas específicas do dia a dia, o trabalho em qualquer nível de ensino, deve ser pautado na maior quantidade possível de gêneros, das mais diferentes esferas comunicativas. Um dos grandes desafios da prática de ensino de linguagens é o trabalho que resulte na capacidade de aprendizes de não apenas produzir textos com clareza, pertinência e relevância, mas de ler e pensar de forma crítica e reflexiva.

Para Fairclough (2001), é fundamental que os aprendizes tenham acesso aos recursos que o permitam ter uma conscientização linguística crítica das práticas sociais em que estão imersos, para que possam se empoderar, de forma que ajam de maneira mais emancipatória e transformadora. Um trabalho pedagógico, por meio de oficinas práticas de gêneros textuais/discursivos, que objetive capacitar aprendizes a produzirem e lerem textos criticamente pode ser uma saída (RAJAGOPALAN, 2003). É necessário que o aluno pratique leitura e produção de textos de maneira orientada, pois, fazendo uma analogia com o futebol, ninguém é condecorado como o melhor jogador do mundo se não praticar e treinar todos os dias de maneira situada, concentrada e desafiadora. Como pontua Rajagopalan (2003, p.108), “não há como ensinar ou aprender o conhecimento prático; ele só pode ser adquirido através de contato contínuo, isto é, se praticado por um longo período”. Ou seja, não adianta apenas ensinar tecnicamente a produção de gêneros textuais/discursivos, de maneira autônoma e desvinculada da vida situada dos aprendizes, é importante que eles pratiquem tal produção durante a permanência na vida escolar e universitária.

Dessa forma, o presente número da Revista Gláuks reflete sobre a importância dos gêneros textuais/discursivos no ensino-aprendizagem de línguas, conforme orienta os PCN´s, por exemplo. Além disso, há também importantes reflexões sobre essa temática em diferentes âmbitos da vida social. Como mostram os textos que compõem o presente dossiê, os/as autores/as adotam perspectivas diferentes para tratar do referido tema, além de propor aplicações em variadas línguas e campos de estudo.

Boa leitura.


 

Os Editores

Maria Carmen Aires Gomes

Bruno de Assis Freire de Lima

Chamada de Trabalhos

 

PRÓXIMO VOLUME

CHAMADA PARA PUBLICAÇÃO

Estudos Linguísticos (Volume 17, Número 1 jan/jun 2017)

Tema: "Linguística de Corpus e Linguística Computacional”

 

A Revista GLÁUKS ONLINE (ISSN 2318-7131), publicação semestral do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal de Viçosa (UFV), recebe artigos para o volume 17, n.1 - jan/jun 2017, destinado à área de Estudos Linguísticos com o tema “Linguística de Corpus e Linguística Computacional”. Serão aceitas contribuições inéditas, redigidas em português e inglês, nos seguintes tópicos de interesse, mas não limitados a:

* Fundamentos Metodológicos da Linguística de Corpus;

* Compilação de Corpus;

* Web como Corpus;

* Construção de Ferramentas de Suporte/Manipulação de Corpus;

* Desenvolvimento de Ferramentas de Análise de Corpora Anotados;

* Anotação de Corpus nos vários níveis linguísticos e para várias tarefas do Processamento de Línguas Naturais;

* Estudos de Morfologia;

* Estudos de Fonética e Fonologia;

* Estudos do Léxico (Lexicologia, Lexicografia e Terminologia/Fraseologia);

* Estudos de Sintaxe;

* Estudos de Semântica;

* Estudos de Texto, Gênero e Discurso;

* Estudo e Tratamento de Metáforas;

* Estudos de Pragmática;

* Ensino de línguas;

* Terminologia e Linguagens de Especialidade;

* Tradução Humana e Automática;

* Aprendizado de Máquina para tarefas de Processamento de Línguas Naturais;

* Sumarização Automática usando Corpora;

* Análise da Inteligibilidade de Textos;

* Simplificação e Elaboração Textual;

* Mineração de textos usando Grandes Corpora.

 

As submissões devem ser feitas pelo site da revista, onde estão disponíveis as normas para publicação. Espera-se que o trabalho atenda rigorosamente ao formato solicitado.

 

Data para o envio: até 23 de abril de 2017

Editoras: Luciana Beatriz Bastos Ávila (UFV) e Amalia Mendes (CLUL/ULisboa)

 

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Tema: "Diálogo Interartes"

Chamada encerrada - Volume 16 nº 02

 

A Revista GLÁUKS ONLINE (ISSN 2318-7131), publicação semestral do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal de Viçosa (UFV), está com chamada aberta para o volume 16, n.2 - jul/dez 2016, destinado à área de Estudos Literários e tendo como tema “Diálogos Interartes”.

Aceitam-se contribuições inéditas de trabalhos dedicados a abordagens críticas e teóricas sobre Literatura em diálogo com outras Artes, redigidas em português, inglês, espanhol e francês.

As submissões devem ser feitas pelo site da revista, onde estão disponíveis as normas para publicação. Espera-se que o trabalho atenda rigorosamente ao formato solicitado.

 

Editores

Prof. Dr. Joel Cardoso (UFPA)

Profª. Dra. Francis Paulina Lopes da Silva (UFV)

Prof. Dr. Gerson Luiz Roani (UFV)


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