"Nunca tive nenhuma aula de língua adicional com essa perspectiva"
formação de professores da Segunda Habilitação em Português como Segunda Língua/Língua Estrangeira na Unicamp
DOI:
https://doi.org/10.47677/gluks.v26i02.614Palavras-chave:
Português como Língua Adicional, formação de professores, identidade docente, educação linguística ampliada, ensino superiorResumo
Este artigo analisa a formação docente proposta pela Segunda Habilitação em Português como Segunda Língua/Língua Estrangeira (PL2/LE) da Unicamp, com o objetivo de compreender, de um lado, os sentidos atribuídos pelos estudantes à experiência formativa e, de outro, os modos pelos quais se significam como futuros professores de Português como Língua Adicional. A partir de uma perspectiva qualitativo-interpretativista, o trabalho articula a análise do Projeto Curricular e relatos escritos por estudantes na primeira disciplina do curso, além de entrevistas gravadas com um aluno no penúltimo ano do curso e uma egressa. A análise é organizada em três eixos que apontam para: (1) deslocamentos nas concepções de língua e ensino; (2) aproximação entre teoria e prática; (3) constituição do professor-pesquisador sensível às diferenças linguístico-culturais. Os resultados sugerem uma formação docente alinhada à perspectiva de educação linguística ampliada (Cavalcanti, 2013), que fundamenta o Projeto Curricular.
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